Foto: Obelisco de Brennand

 A arte de Francisco Brennand

 

Foto: Felipe Souto Maior

Foto: Felipe Souto Maior

 

Descendente de ingleses, Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand, nascido em Recife-PE, no dia 11/06/1927, é um artista internacionalmente conhecido como um dos maiores escultores e ceramistas do mundo, tendo suas obras espalhadas em vários Museus e Ateliês do Mundo.

No entanto, o interesse do artista pela arte não começou com a escultura em cerâmica, e sim com a pintura. Adolescente ainda, mas totalmente virado para as tintas, Brennand ainda jovem rumou à Europa no intuito de se aperfeiçoar na arte de pintar. Já integrado, participou em algumas exposições de que lhe valeu alguns prêmios e algumas medalhas de ouro, mas foi na cerâmica, que Brennand se destacou.

Brennand não cansa de dizer: “Eu sou antes de tudo um desenhista”. A partir de seus riscos no papel é que surgem suas pinturas de telas e peças cerâmicas – painéis, murais, esculturas, objetos decorativos e uma linha voltada para a construção civil – pisos e ladrilhos feitos por um processo semi-artesanal, com rígido controle de qualidade e com pequena escala de produção.

Ele iniciou sua carreira como ceramista após uma viagem à Europa. Até então desenhista e pintor, o artista chegou à Paris em 1949, interessado em conhecer o trabalho de outros pintores. Segundo o próprio Brennand, nessa época ele tinha “sérios preconceitos contra a cerâmica”, que era o material utilizado por seu pai, para fazer azulejos e telhas. Ao se deparar com os trabalhos em cerâmica de Miró, Gaugin, Picasso e do arquiteto Gaudí, sua opinião mudou radicalmente. A partir daí, sua trajetória artística migrou imediatamente para o trabalho em cerâmica, seu principal meio de expressão. Sua modelagem é primorosa e freqüentemente as peças são decoradas com cores intensas. A queima das peças é realizada em um forno de alta temperatura, cerca de 1400 Cº. As argamassas usadas para a confecção das peças são produzidas na própria oficina, utilizando argilas de diversas regiões brasileiras.

Francisco Brennand dedicou-se por mais de 30 anos a um sonho. A partir de 1971, decidiu instalar seu ateliê e oficina na olaria abandonada em que seu pai trabalhara desde 1917. Como materialização de um projeto obstinado e sem trégua, ele transformou a velha olaria, antiga fábrica de tijolos e telhas, a Cerâmica São João da Várzea, que tinha sido desativada em 1945, herdada de seu pai e cercada por remanescentes da Mata Atlântica e pelas águas do Rio Capibaribe, num complexo artístico chamado Oficina Brennand, um lugar mágico, repleto de ambientes e imagens.

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~ por Felipe Souto Maior em março 21, 2009.

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